Um dia a gente se vê
e se olha nos olhos
como quem não quer nada.
Um dia, depois,
a gente se olha mais fundo nos olhos
e sente uma coisa profunda
a despertar desejos de se ter.
E mutuamente a gente entende
ser cúmplice no silêncio de se amar demais
de se perder de vez nos próprios olhos.
E então começa na gente,
esta coisa linda que é se querer a todo instante
e compartilhar da mesma escova de dentes.
De repente, um dia, sem perceber,
a gente se quer para estar junto de vez
e dividir a água sob o mesmo chuveiro.
E é então que me encontro pleno,
porque te tenho assim
e porque te desejo para mim tão assim
até misturarmos para sempre
a brancura de nossas cabeças tão iguais.
Luiz de Aquino
domingo, 24 de janeiro de 2010
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